Ebook gratuito · PDF · 17 páginas

Todo modelo alucina. O que o seu sistema faz quando não sabe?

Estudo de caso na saúde: descreveu 0 de 30 conceitos inventados e se absteve em 97% das perguntas fora do acervo.

Por que a alucinação é inata, os três elementos de uma arquitetura auditável e dez perguntas para fazer antes de assinar.

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Checklist de 10 perguntas Um teste de 20 minutos Sem custo, sem spam
Capa do ebook IA aplicada em Mercados Regulados, edição 2026

Para conselhos, comitês de risco, compliance
e lideranças de TI.

Por que este material existe

A pergunta que um comitê de risco deveria fazer

Nenhuma versão futura, nenhum modelo maior e nenhuma rodada de ajuste fino elimina a alucinação — há um resultado formal sobre isso. Então a discussão de compra e de governança precisa mudar de lugar.

A pergunta de sempre

Este modelo alucina?

A que importa

Quando ele não sabe, o que o sistema faz?

A evidência

O que muda quando a resposta é obrigada a se ancorar num acervo curado

O ebook usa o benchmark cego do Cérebro do Mentor — o estudo de caso de uma profissional de saúde — contra quatro modelos generalistas de grandes fornecedores. A parte que mais interessa a quem audita é a das perguntas fora do acervo: é ali que a invenção aparece.

0 de 30
conceitos inventados descritos como se existissem
generalistas: 53% a 97%
97%
de abstenção nas perguntas fora do acervo
generalistas: 5% a 40%
7,9
de rastreabilidade às fontes, numa escala de 0 a 10
generalistas: 0,7 a 1,0
2,96
alucinações por pergunta, em média
generalistas: 12,6 a 17,9
O que esses números não dizem.
  • Não dizemos que o sistema deixa de alucinar: a taxa medida é 2,96 por pergunta — menor, e diferente de zero. O “0 de 30” vale para aquele conjunto de conceitos inventados, não como garantia geral.
  • A medição foi feita em saúde, sobre um corpus clínico curado (200 perguntas dentro dele e 75 fora). O ebook discute mercados regulados em geral; em outros setores, o número não foi medido.
  • A comparação é contra modelos generalistas, não contra outras implementações de RAG. Dois juízes cegos (modelos de linguagem), teste de Tukey HSD, 25/06/2026.

Método, tabela completa e limites: o benchmark cego.

O que você vai entender

Se o erro não sai do modelo, ele precisa ser contido na arquitetura

Hoje quase todo fornecedor diz que usa RAG. A sigla descreve uma família de arquiteturas, não um padrão de qualidade — o ebook separa os três elementos que vale a pena perguntar um a um.

Elemento 1

Acervo curado por especialista

Define o universo do que o sistema pode afirmar. A autoridade vem de quem selecionou o conteúdo.

Sem ele A resposta herda a qualidade média da internet, e a responsabilidade fica difusa.

Elemento 2

Recuperação federada

Busca a evidência nas fontes do acervo e condiciona a resposta ao que foi de fato recuperado.

Sem ela O texto sai dos pesos do modelo, e a citação vira ornamento posterior.

Elemento 3

Abstenção estruturada

Recusa responder quando a evidência não está no acervo, e devolve ao processo a informação de que ali não há lastro.

Sem ela O sistema preenche a lacuna com plausibilidade — o modo de falha mais caro e mais difícil de detectar.

Em mercado regulado, o critério de escolha não é qual sistema dá a melhor resposta.

É qual sistema você consegue defender.

A parte prática

Dez perguntas antes de assinar

Um checklist que serve tanto para fornecedor quanto para projeto interno, redigido para que resposta evasiva fique evidente. Quatro delas, para dar o tom:

  1. PERGUNTA 01

    Quem curou o acervo, e com que critério documentado?

    “Fontes públicas confiáveis” não é uma resposta auditável.

  2. PERGUNTA 03

    O que o sistema faz quando não encontra lastro no acervo?

    Peça a demonstração ao vivo, com uma pergunta que você sabe estar fora do domínio.

  3. PERGUNTA 06

    Cada afirmação aponta para um trecho específico de fonte?

    Não o documento inteiro: o trecho. Rastreabilidade sem granularidade não sustenta contestação.

  4. PERGUNTA 08

    O acervo é ativo da instituição ou do fornecedor?

    Se você trocar de fornecedor, o que permanece? É a diferença entre construir e alugar.

As outras seis — de abstenção medida a versionamento do acervo — estão no PDF.

O teste das cinco entidades fabricadas

Antes de qualquer piloto: escreva cinco termos plausíveis e inexistentes do seu próprio domínio e submeta ao sistema. Conte quantas vezes ele descreve, com desenvoltura, algo que não existe. O ebook explica como montar o teste e por que ele diz mais sobre risco operacional do que muita prova de conceito de três meses.

Para quem é

Para quem responde pela decisão, não só para quem a opera

Conselhos, comitês de risco e auditoria

Por que a alucinação é uma limitação estrutural, e por que a contenção é decisão de governança, não de roadmap.

Compliance e jurídico

Decisão humana final, auditabilidade e gestão do modo de falha — o que reconstruir e defender meses depois.

CIOs, CTOs e lideranças de área

O que separar numa avaliação de fornecedor ou num projeto interno, com perguntas que dá para levar à próxima reunião.

Xu, Jain e Kankanhalli · arXiv, 2025 Benchmark Cérebro do Mentor · 25/06/2026 PL 2338/2023 · em tramitação
Leve o checklist

O que se assina não é a resposta. É a arquitetura que a produziu.

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